Skip to main content

CRISE FINANCEIRA GLOBAL




















Entenda como a crise financeira global afeta o Brasil

A crise financeira que começou há mais de um ano nos Estados Unidos como uma crise no pagamento de hipotecas se alastrou pela economia e contaminou o sistema mundial. Diversos bancos americanos apresentaram perdas bilionárias, outros chegaram a quebrar. Na Europa também há vítimas.
O Brasil inicialmente não foi atingido em cheio pela crise --os bancos não possuíam papéis ligados às hipotecas de alto risco ("subprime") que originaram os problemas. Mas vários setores sofreram com a contração de crédito e, em seguida, pela queda das exportações e da demanda interna, que foi o "motor" do crescimento do país nos últimos dois anos. O resultado é o avanço do desemprego e a expectativa de desaceleração no crescimento econômico do país, embora espera-se que fique melhor do que o da maioria dos países desenvolvidos e emergentes.
As quebras e os problemas enfrentados por bancos americanos e europeus até então considerados importantes e sólidos geraram o que se chama de "crise de confiança". Num mundo de incertezas, o dinheiro para de circular --quem possui recursos sobrando não empresta, quem precisa de dinheiro para cobrir falta de caixa não encontra quem forneça. Isso fez cair e encarecer o crédito disponível. E numa economia globalizada, a falta de dinheiro em outro continente afeta empresas no mundo todo.
Sergio Lima/Folha Imagem
O presidente do BC, Henrique Meirelles: órgão liberou compulsório mas segurou juros
O presidente do BC, Henrique Meirelles: órgão liberou compulsório mas segurou juros
Com a circulação de dinheiro congelada e o consumo comprometido, o resultado esperado é a contração das economias, uma vez que todos passam a encontrar dificuldade em financiarem seus projetos. Justamente para injetar liquidez (dinheiro nos mercados) os Bancos Centrais fazem leilões de moeda e criam linhas especiais de bilhões de dólares.
No Brasil, esse foi o principal efeito da crise quando ela estourou: a dificuldade em se obter dinheiro. Grandes empresas que dependiam de financiamento externo passam a encontrar menos linhas de créditos disponíveis. Por consequência, com a dificuldade em captar no exterior, ficam comprometidos projetos de construção dessas empresas, que por sua vez gerariam empregos e renda ao país. E, quando captam no mercado interno, ajudam a reduzir ainda mais a capacidade de empréstimo dos bancos locais a quem já dependia habitualmente deles.
Para reduzir os efeitos da crise internacional, o BC (Banco Central) anunciou mudanças nos depósitos compulsórios das instituições financeiras. Por meio do depósito compulsório, o órgão obriga os bancos a depositar em uma conta no próprio BC parte dos recursos captados dos seus clientes nos depósitos à vista, a prazo ou poupança. Assim, quando reduz o compulsório, o BC libera aos bancos mais dinheiro para emprestar.
Na esteira da contração do crédito, outra consequência da crise é haver redução no consumo das famílias e do investimento das empresas, dois dos principais pilares de expansão da economia nos últimos anos. Eles cresceram justamente pela farta oferta de crédito. Com menos dinheiro, gasta-se menos, produz-se menos e o crescimento é menor. Também são afetadas as exportações do país, que devem cair porque os países compradores estão se desaquecendo e possuem menos dinheiro para comprar.
O próximo passo dos problemas causados pela crise no Brasil é o desemprego. A combinação das reduções do consumo interno, do crédito, das exportações e dos investimentos causa uma diminuição da demanda das empresas, que se veem obrigadas a rever seus quadros de funcionários.
Diversas empresas iniciaram no último bimestre do ano uma onda de férias coletivas e demissões que ainda prosseguem. O mês de dezembro deixou isso claro: segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o mês apresentou redução de 654.946 postos de trabalho --o maior volume para o mês desde 1999, o início da série histórica do dado divulgado pelo Ministério do Trabalho.
Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem
O setor automotivo foi um dos que mais sofreram com a contração do crédito
O setor automotivo foi um dos que mais sofreram com a contração do crédito
Os setores que mais sofrem com a queda da demanda, tanto no Brasil como no resto do mundo, são o automotivo, o imobiliário e o de bens de capital (ligado aos investimentos). Isso ocorre porque vendem produtos que dependem diretamente de financiamento, que está escasso.
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção do setor automotivo, por exemplo, despencou quase 40% em dezembro na comparação com novembro, sendo determinante para que o resultado da indústria em geral naquele mês recuasse 12,4% --o pior resultado da série histórica, iniciada em 1991. Porém, caso a crise se agrave e aumente o número de demissões, os problemas podem se alastrar para outros setores.
O reflexo da crise se espelhará no desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Para 2009, as previsões dos analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central na últimapesquisa Focus é de crescimento de 1,8% --abaixo dos 3,2% esperados pelo próprio BC e dos 4% esperados pelo governo federal.
Ciete Silverio/Folha Imagem
Fachada da Bovespa: mercado acionário brasileiro despencou com a crise
Fachada da Bovespa: mercado acionário brasileiro despencou com a crise
Outro reflexo visível da crise no mundo, e que teve especial repercussão no Brasil, foi a forte queda nos mercados acionários. Trata-se de um ciclo sem fim: com medo da crise financeira aumentar, os investidores tiram o dinheiro das Bolsas, consideradas investimentos de risco. Então, faltam recursos para as empresas investirem e a crise aumenta, o que faz os investidores tirarem mais dinheiro.
Ou seja, como a crise americana provoca justamente aversão ao risco, os investidores em ações preferem sair das Bolsas, sujeita a oscilações sempre, e aplicar em investimentos mais seguros. Além disso, os estrangeiros que aplicam em mercados emergentes, como o Brasil, vendem seus papéis para cobrir perdas lá fora. Com muita gente querendo vender, os preços dos papéis caem e os índices desvalorizam.
A queda no mercado acionário brasileiro é potencializado pela sua concentração em papéis de empresas que produzem commodities --cujos preços no mercado internacional despencaram devido ao esvaziamento feito pelos investidores e pela queda da demanda. Gigantes como a Vale e a Petrobras, por exemplo, respondem por quase metade da movimentação da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) e sofreram desvalorizações acima da média do mercado, empurrando o Ibovespa para baixo.




Gostou do blog?Assine!





Mais vistas

CÓDIGO IDENTIFICADOR DE BANCOS(SWIFT)

O Conceito de  Swift CodeO Swift Code é um código que serve para identificar os bancos mundo afora, ele possui sempre 11 digitos e cada banco que existe no mundo possui um Swift Code único. Muitas vezes grandes bancos de extensão nacional ou continental, possuem mais de um Swift Code, cada código ficando relacionado a uma determinada cidade ( a principal cidade da região ). Quando o gerente do seu banco não souber informar a qual região o banco onde você tem a conta pertence, tente usar no Adsense o código da cidade mais próxima entre as cidades da lista. Se nenhuma das cidades da lista fica próxima a sua cidade, tente usar o Swift Code da região Head Office, esse código é como se fosse o código principal do banco e muitas vezes dá certo usa-lo como coringa. Swift Codes para o Banco Bradesco S.A.Swift Code ( Código Swift )Cidade RelacionadaBBDEBRSPBHEBelo Horizonte – MGBBDEBRSPBLMBelem – PABBDEBRSPBNUBlumenau – SCBBDEBRSPBSABrasília – DFBBDEBRSPCASCampinas – SPBBDEBRSPCTACuritiba …

EPIGENÉTICA E HOMOSSEXUALIDADE

Português - InglêsPortuguês -FrancêsPortuguês -AlemãoPortuguês - ItalianoPortuguês -PortuguêsPortuguês - RussoPortuguês - Espanhol



Dedicated:

TelexFREE VoIp

Epigenética e homossexualidade Então, na semana passada, contou com um monte de notícias sobre um artigo que saiu no Quarterly Review of Biology intitulado "Homsexuality como conseqüência de epigeneticamente canalizado Desenvolvimento Sexual". Os autores foram Bill Rice (UCSB), Urban Friberg (Uppsala U), e Sergey Gavrilets (U Tennessee). O papel tem um pouco de imprensa. Infelizmente, a maioria de que a imprensa era de má qualidade bonita, mal deturpar o conteúdo real do papel. (PDF disponível aqui .) eu vou andar pela via da argumentação do jornal, mas se você não quiser ler a coisa toda, aqui está o tl; dr: Este artigo apresenta um modelo. É uma teoria papel.Qualquer jornalista que escreve que o papel "demonstra" que a homossexualidade é causada por herança epigenética do pai sexo oposto ou 1) está invocando um…